O Túnel

O túnel foi lançado em 1948, e é antes de tudo um livro sobre a solidão, sobre a dificuldade de nos conectarmos ao outro. O livro adquire um tom melancólico de monólogo na narrativa em primeira pessoa, onde o pintor Juan Pablo Castel nos fala sobre a sua obsessão por uma mulher, Maria Iribarne e de como essa obsessão o levou a matá-la.

Ao nos depararmos com o relato de Castel, vamos percebendo palavra após palavra que ele, apesar do sucesso profissional se sente um deslocado, que não se ajusta à sociedade, sente-se até mesmo superior, seu pensamento analítico ao mesmo tempo em que o faz crítico vai lentamente o levando para o limiar da loucura, e ele transita ora de um lado da linha ora de outro.

Em seus momentos de loucura o ritmo frenético com que sua mente trabalha o leva a criar hipóteses e a tomá-las como verdadeiras sem a mínima fundamentação para embasá-las. Já em seus momentos de lucidez percebe o quão bizarros são seus pensamentos e atitudes, no decorrer da narrativa os momentos de lucidez vão se tornando cada vez mais escassos, até os devaneios dominarem totalmente a mente de Castel.

Sábato nos brinda com um obra onde a solidão humana é exposta de forma visceral e pungente e traça um perfil ainda tão atual da nossa vida em sociedade, onde nos refugiamos no interior de nossos próprios túneis.

estrelinhas coloridas…

6 ideias sobre “O Túnel

  1. Eu não conhecia, apesar da atual fase super light e juvenil eu curto muito este estilo até por me identificar mais com o tom melancólico e brutalmente verdadeiro.

    Bjuss

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    mimuller Reply:

    heheheheh enão sei porque teu comentário foi para o spam, mas agora está ai… Acho que tu vais gostar de “O túnel” é realmente um excelente livro.
    estrelinhas coloridas…

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